Balanced Scorecard (BSC): o que é e 6 dicas para colocar em prática

Transformar objetivos em realidade é o grande desafio das empresas que desejam crescer de forma sustentável. Pensando nisso, os professores de Harvard Robert Kaplan e David Norton criaram, em 1992, o Balanced Scorecard (BSC). Esse método foi revolucionário na forma de medir e avaliar o desempenho das organizações.

A seguir, vamos explicar por que o modelo de BSC é tão importante e como ele funciona. As etapas podem ser aplicadas em instituições públicas, ONGs e companhias da iniciativa privada, independentemente do tamanho e do segmento. Fique conosco!

O que é BSC

A expressão Balanced Scorecard poderia ser traduzida como Indicadores Equilibrados de Desempenho. Essa abordagem parte do princípio de que o sucesso de um empreendimento não depende apenas do retorno financeiro. É necessário observar a performance em outras áreas, de uma maneira integrada e abrangente.

Para tanto, são definidos alguns objetivos que norteiam o planejamento estratégico da empresa. Essa visão deve ser apresentada a todos os colaboradores, de modo que a equipe saiba aonde deve chegar.

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Segundo Kaplan e Norton, a boa gestão se baseia em três pilares: descrição, medição e gerenciamento. Primeiro, descrevem-se as atividades que serão realizadas para se alcançar a proposta. Depois, definem-se os critérios de avaliação de cada tarefa para verificar se o trabalho atenderá às expectativas. Enfim, os gestores devem acompanhar o processo continuamente, corrigindo eventuais erros ao longo do caminho.

Desse modo, o BSC possibilita uma visão sistêmica do próprio negócio. E, conhecendo as operações como um todo, é possível entender quais áreas ainda podem melhorar. Isso leva a ajustes que promovem o aprimoramento contínuo da qualidade, alçando a organização a patamares mais elevados.

Como desenvolver o modelo de BSC

Agora que você já tem uma ideia geral do que é o método BSC, vamos à aplicação. As seis etapas que apresentaremos são baseadas no livro The Execution Premium: Linking Strategy to Operations for Competitive Advantage, dos autores David Norton e Robert Kaplan. Acompanhe o passo a passo para botar o Balanced Scorecard em prática:

1. Desenvolver a estratégia

Aqui, a ideia é definir para onde vai a instituição nos próximos anos. Qual é o propósito, ou a razão de ser da empresa? Quais são a visão, a missão e os valores que a posicionam no mercado? A resposta para essas perguntas auxilia na elaboração de objetivos estratégicos

Essa será a base para todas as decisões a serem tomadas daí em diante. Qualquer ação que um colaborador execute deve atender, em maior ou menor grau, aos objetivos estratégicos enumerados.

2. Traduzir a estratégia em um mapa de execução

Chega o momento de estabelecer metas alinhadas aos objetivos estratégicos. A diferença de um objetivo para uma meta é que essa última é mensurável. Ou seja: você não sabe apenas o que quer, mas também o que fazer para conquistar aquilo, quanto vai gastar e em quanto tempo terá resultado.  

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Desenhar um mapa estratégico ajuda a visualizar o plano. Geralmente, ele se divide em quatro indicadores essenciais:

  • Perspectiva financeira: diz respeito às ações que impactam receitas e despesas do empreendimento;
  • Perspectiva dos clientes: refere-se aos nichos de mercado que a empresa pretende atingir;
  • Perspectiva dos processos internos: está ligada aos protocolos que cada departamento seguirá para alcançar os objetivos estratégicos;
  • Perspectiva de aprendizado e crescimento: relaciona-se com a infraestrutura, a tecnologia e as habilidades que serão necessárias para a expansão do negócio.

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3. Alinhar funcionários e todas as unidades da organização na mesma estratégia

Os vários departamentos de uma organização obedecem a rotinas diferentes. Talvez as demandas por resultados e o próprio ritmo de trabalho variem do setor Financeiro para o setor de Gestão de Pessoas, por exemplo. É normal que as lideranças de cada área desenvolvam abordagens bastante particulares.

Ainda assim, as equipes devem estar em sintonia. Lembre-se de que, no fim das contas, todos os esforços servem ao mesmo propósito, que é atingir os objetivos estratégicos.

4. Vincular as melhorias operacionais às prioridades estratégicas

Por mais que o BSC proponha uma visão nítida do objetivo final, e por mais que a equipe consulte o mapa, a rota para o sucesso pode conter obstáculos inesperados. Às vezes acontece de a companhia empregar energia, tempo ou dinheiro demais numa ação que traz poucos resultados. Trata-se do famigerado desperdício de recursos.

Ninguém adota estratégias ineficientes de propósito. O erro está em insistir nelas. Da mesma forma que o motorista desvia de um buraco na estrada, buscando um caminho alternativo, é preciso corrigir as falhas operacionais tão logo elas apareçam. Esse cuidado torna a jornada mais tranquila.

5. Realizar reuniões de revisão para monitorar e guiar a implementação da estratégia

Os encontros periódicos com as lideranças, ou mesmo com todos os colaboradores, existem justamente para apontar o que ainda não está dando certo. Esse é o momento de analisar os indicadores de desempenho, reconhecer as falhas e corrigi-las.

Digamos que a operação se mostre muito cara. Nesse caso, os envolvidos podem sugerir alternativas para baratear os custos do dia a dia. Que tal trocar de fornecedor? Ou fazer uma campanha interna para poupar material? Até mesmo as atitudes mais simples são capazes de garantir fôlego financeiro para a instituição.

6. Periodicamente, testar e adaptar a estratégia em curso

Como deu para perceber, o aprendizado com Balanced Scorecard é constante. O mapa estratégico fica sujeito a alterações à medida que as reuniões de revisão vão ocorrendo.

Pode ser que o mercado se transforme em poucos meses, devido a uma crise internacional ou a mudanças no comportamento dos consumidores. Por isso, nunca trate seus planos como um manual de instruções hermético. Eles estão mais para uma síntese de ideias, que são dinâmicas e devem se adaptar à realidade.

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